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Porquê viajar?

viajarMarco Polo, Thomas Cook e os aristocratas do tempo dos reis já o sabiam. Viajar é muito mais do que fazer turismo, é um exercício de aprendizagem constante que nos permite distanciar da nossa rotina diária, que nos coloca à prova e nos permite conhecer-nos melhor.

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Viajar para quê?

Os motivos são muitos e diversos porque dependem de cada um de nós. Viajamos para romper com a rotina do dia-a-dia, para nos distanciarmos do quotidiano, para conhecer e experimentar em primeira mão outras culturas, para ver “aquele” templo ou monumento que tanto admirámos em foto. Também viajamos para conhecer novas pessoas, para nos conhecermos a nós próprios, para conhecer os nossos próprios limites e ir um pouco “mais além”. Viajamos pela adrenalina, pela experiência da viagem, por prazer, pela atracção pelo desconhecido, etc. Ou então viajamos apenas porque sim…

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Viajar pelo gosto de viajar

Não há fronteiras para a imaginação, nem para os desejos. Por isso também não devíamos colocar barreiras para tentar tornar os nossos sonhos em realidade. Porque também merecemos. Porque o “depois” pode (e costuma ser) “nunca”. Porque o momento é agora. Porque muitas vezes a profissão ou o trabalho não nos realizam, nem satisfazem os nossos anseios mais profundos. Porque o mundo é maior, mais bonito, generoso e solidário do que nos querem fazer crer. Porque as culturas que o habitam são excepcionais, únicas e é preciso conhecê-las para as compreender. Porque viajar é um exercício de tolerância, paciência, audácia e perspicácia.

caminhadasPorque viajar dá-nos asas, liberdade, energia, novas ideias e estimula a imaginação, diversificando a perspectiva com que olhamos o mundo e abrindo novas portas. Porque viajar é aprender e errar (e vice-versa). Viajar liberta-nos das amarras físicas, mentais, ideológicas, espirituais, religiosas, políticas e sociais. Porque viajar ajuda a recuperar aquele olhar curioso e ingénuo de quando éramos apenas crianças. Porque nos permite sair da nossa zona de conforto e enfrentar os nossos receios. Viajar é transgredir a estrutura política e social que nos agrupa e nos conduz a uma rotina diária das 8 às 5, de segunda a sexta-feira. Viajar é uma necessidade para muitos de nós, para outros uma opção e para os restantes um desejo.

mais turismoEste texto é dedicado precisamente a todos quantos têm o desejo de viajar mas estão paralisados pelo medo. Medo de deixar tudo para trás (mesmo que seja por pouco tempo), medo de não saber como irão as coisas correr fora da nossa zona de conforto, medo de estarmos sozinhos, medo de passarmos mal, medo de nos perdermos, medo de não nos encontrarmos, medo das outras pessoas, medo do diferente, medo de não encontrarmos comida “como em casa”.

viagemViajar é expormo-nos por vontade própria a uma mudança drástica dos costumes das tradições. Levantarmo-nos todos os dias num sítio diferente, fazer concessões em relação à comida, às formas de transporte, aos horários, ao tempo, etc. Viajar permite conciliar a nossa cultura com a dos outros. Viajar é mostrar a nossa cara mais afável, é falar com pessoas que nunca pensámos vir a conhecer no comodismo do nosso sofá. É partilhar a mesa com um grupo de viajantes de todo o mundo que também têm inquietudes e necessidades, umas vezes parecidas e outras vezes diferentes das nossas. É partilhar experiências com estranhos com a mesma intimidade com que se contam segredos aos melhores amigos. Viajar é transformar os estranhos em amigos, irmãos e confidentes. Viajar tem os seus riscos, mas como todo o risco, também tem as suas recompensas. Viajar melhora a destreza mental, a intuição e o instinto de sobrevivência. Viajar permite-nos conhecer a pluralidade e a diversidade do nosso planeta, as suas culturas e a sua natureza dramática… e de repente apercebemo-nos que estamos vivos e que somos felizes.

passearViajar, para além de um direito, também devia ser uma obrigação. Viajar devia ser uma cadeira obrigatória na escola, ou pelo menos uma formação complementar. Que o digam os estudantes do programa Erasmus. Devia ser um exercício contra o egoísmo e o individualismo crónico de quem habita nos países mais desenvolvidos. Viajar, caros amigos, é uma arte e é educativo.

Porque viajar é viver o “agora” mais do que nunca. Viajar dá-nos como única opção sermos espontâneos e analisarmos as situações em que nos encontramos sob uma nova perspectiva.

Viajar apenas conhece o tempo verbal do PRESENTE e experimenta-se com os 5 sentidos.

Os desejos não deviam ficar-se apenas pelos sonhos…

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Um comentário

  1. Micael Valente
    18 de Abril de 2016

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