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O que ver em Elvas

Hoje levo-vos a Elvas, uma cidade do Alentejo português, rodeada por uma bela paisagem de sobreiros e oliveiras. Devido às suas constantes batalhas contra Espanha, foi aqui construída uma enorme fortificação, que rapidamente se tornou uma das maiores cidades fortificadas do mundo. Para além do sistema defensivo, a cidade preserva uma série de monumentos interessantes. Continue a ler para descobrir o que ver em Elvas, uma cidade que também é Património Mundial da Humanidade.
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Onde fica a cidade de Elvas?

A cidade de Elvas fica no distrito de Portalegre, na região do Alto Alentejo. A fronteira com Espanha fica ali mesmo ao lado e Badajoz dista apenas 20 quilómetros de Elvas.

O sistema defensivo de Elvas

A principal característica de Elvas é o seu sistema defensivo, cuja função era defender Portugal das invasões espanholas. É possivelmente o exemplo mais completo da arquitetura militar na Europa, e o mais bem preservado.
Por esta razão, durante a Guerra da Restauração portuguesa, foi a sede do governo militar do Alentejo. O comandante militar Matias de Albuquerque estava no comando e foi responsável por fazer alterações à sua estrutura defensiva, que foi vitoriosa em 1644 e 1658.
O jesuíta holandês, Cosmander, tornou-o ainda mais inexpugnável e assim tornou Elvas numa das maiores cidades fortificadas do mundo. Com esta intervenção, permitiu à cidade resistir aos cercos em 1663, 1706, 1711. E também na Guerra das Laranjas, em 1801. Mais tarde, serviu o general inglês Wellington para atacar as tropas napoleónicas aquando das invasões francesasas.
A guarnição fronteiriça e as fortificações da cidade de Elvas foram declaradas Património Mundial pela UNESCO em 2012. O seu sistema de muros e fossos secos é a maior fortificação terrestre sobrevivente do mundo.
Está dividida em várias zonas: o muro bastião, ou baluarte, que rodeia o centro histórico de Elvas, no exterior protegendo a cidade das colinas, o Forte de Santa Luzia do século XVII, o Forte de Graça do século XVIII, e estes por sua vez são protegidos por três fortes do século XIX: São Mamede, São Pedro e São Domingos.

Muralhas Seiscentistas

Começamos com uma visita a um local obrigatório em Elvas: o recinto amuralhado bastião dos séculos XVII e XVIII, que rodeia o centro histórico de Elvas. O recinto tem quatro linhas de defesa, e até conserva restos do período árabe, quando foi chamado “al-Bash”, e dos séculos XII, XIV e XVII.
Esta Praça Forte é composta por sete baluartes, quatro meios baluartes e um redente ligados entre si por cortinas, constituindo doze frentes de muralha.
O acesso à cidade é feito por três portas duplas (de Olivença, de São Vicente e da Esquina) com decorações bélicas, e por várias poternas que surgem no meio dos fossos (de São Pedro, Porta Velha, de São Francisco, etc.).
E há também fossos, cortinas, baluartes, casernas, armazéns e depósitos de armas e hospitais, construções que refletem a importância estratégica desta praça. É um museu de defesa militar ao ar livre perfeitamente preservado.

Forte de Santa Lúcia e Forte de Nossa Senhora da Graça

A fortaleza de Elvas está localizada em colinas suaves e não muito altas, facilmente atacadas a partir de outras colinas mais elevadas. Portanto, para completar a defesa da cidade e protegê-la dos ataques espanhóis, foram construídos o Forte de Nossa Senhora da Graça e o Forte de Santa Luzia. Dois lugares que deve ver em Elvas se tiver mais tempo.
Estas defesas exteriores impediram a captura de pontos fracos, o Forte de Santa Lúcia está localizado a sul, e o Forte de Nossa Senhora da Graça a norte. Tinham também fortes auxiliares: Fortim de São Mamede, Fortim de São Domingos, Fortim de São Pedro e o Fortim de São Francisco, que já não existem.

Centro Histórico de Elvas

Para além das coisas interessantes a ver em Elvas, a cidade é uma cidade tradicionalmente comercial, estando na fronteira, por isso tem uma variedade de restaurantes e lojas para complementar a sua visita.
A cidade é caracterizada por ruas calcetadas ornamentadas com casas caiadas de branco e bordas amarelas ou azuis, e, claro, tem uma boa coleção de igrejas e belos recantos que testemunham toda a sua história.

Castelo

Na parte mais alta da colina, sobre a qual estão construídas as muralhas de Elvas, ergue-se o castelo. As suas origens remontam ao século XIII, quando a cidade foi reconquistada e D. Sancho II ordenou a sua construção no topo de uma fortaleza árabe.
Quando o castelo perdeu a sua função militar, tornou-se a residência dos presidentes de câmara da cidade, razão pela qual o interior tem uma aparência muito diferente das suas origens.
A torre de menagem foi construída no século XV e oferece vistas fantásticas sobre a cidade e o vale do Guadiana.
O Castelo de Elvas foi o primeiro monumento português a ser declarado Monumento Nacional.

Pelourinho de Elvas – Arco de Santa Clara

Chegamos a uma pequena praça, o Largo de Santa Clara, onde, por entre belos edifícios, encontramos o arco de Santa Clara, uma antiga linha de muralha através da qual chegamos à antiga cidadela.
Em frente ao arco fica o Pelourinho, símbolo do poder judicial local. Fica sobre uma escadaria de mármore e foi construída no século XVI. Era aqui que os condenados eram executados.
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Praça da República

Deve ver o centro nevrálgico de Elvas, a Praça da República. Foi traçada durante o reinado de D. Manuel I para dar à cidade uma melhor aparência.
Por baixo dela há um parque de estacionamento subterrâneo e à sua volta muitos estabelecimentos e restaurantes para desfrutar da gastronomia alentejana.
Aproveite ainda para ver o templo mais importante de Elvas, a antiga catedral.

Igreja de Nossa Senhora da Assunção

A Igreja de Nossa Senhora da Assunção era a antiga catedral da cidade. Foi construída em 1517 no local de um antigo templo do século XIII, do qual nada resta. Francisco de Arruda foi o arquitecto real que trabalhou nela e ao mesmo tempo no aqueduto Amoreira, que veremos mais tarde, e na Torre de Belém.
Em 1570 foi criado um bispado em Elvas e a igreja tornou-se uma catedral. Este título foi mantido até 1881, quando perdeu a sua classificação episcopal e a sede do bispado foi transferida para Évora, passando a ser conhecida como Igreja de Nossa Senhora da Assunção.
A estrutura desta igreja-fortaleza data do período manuelino e tem três naves cobertas por uma abóbada. O nártex debaixo da torre e o pórtico lateral são também em estilo manuelino, enquanto o pórtico principal é em estilo renascentista e foi construído em 1550.
Durante os séculos XVII e XVIII foram realizados vários trabalhos no interior, razão pela qual existe uma mistura de estilos, principalmente manuelino e barroco. De particular destaque são os azulejos que cobrem o corpo da igreja, o presbitério de mármore colorido, o retábulo da capela principal presidido pela imagem da Virgem da Assunção e um soberbo órgão no sótão do coro.

Torre Fernandina

Passamos agora para a Torre Medieval, Torre Nova ou Torre Fernandina, que fazia parte da muralha. Hoje em dia, uma interessante exposição sobre as fortificações de Elvas pode ser vista no seu interior.

Museu de Arte Contemporânea – Museu de Fotografia

Outra das coisas a ver em Elvas são os seus muitos museus. Um deles está muito perto, o Museu de Arte Contemporânea de Elvas, com mais de 300 obras de artistas portugueses.
E um pouco mais adiante, o Museu de Fotografia, com uma interessante coleção do artista João Carpinteiro que conta a história da fotografia com referências a Elvas.

Museu Militar de Elvas

Também de interesse em Elvas é o Museu Militar, para saber mais sobre a estratégia defensiva da cidade. Este monumento de arquitetura militar exibe uma interessante coleção de armamento, modelos e uniformes desde a Idade Média até ao século XIX.
Tem também salas com conteúdo multimédia dedicadas à Batalha das Linhas de Elvas e outros conflitos, tais como a Guerra das Laranjas.

Igreja do Salvador

No nosso passeio vimos também a Igreja do Salvador, com o antigo colégio da Companhia de Jesus. Na praça da frente encontra-se a estátua de Don Manuel I.

Igreja de São Domingos

E para terminar com o centro histórico, o último templo que vimos foi a Igreja de Santo Domingo com o Convento.
A sua construção começou em 1267 e foi totalmente reformada no século XVIII em estilo barroco.

Aqueduto da Amoreira

Em Elvas não se pode perder o imponente aqueduto da Amoreira, o maior aqueduto da Península Ibérica. Tem 8,5 km de comprimento, 843 arcadas de arcadas sobrepostas e pilares com 31 metros de altura. É considerado como o maior aqueduto da Península Ibérica.
Durante a ocupação árabe a cidade tinha água suficiente de um poço localizado na cidade, mas rapidamente se revelou insuficiente e em 1537 João III de Portugal nomeou o arquitecto Francisco de Arruda (de quem falámos na antiga catedral), tendo a obra sido concluída em 1542.
E lá se vai a nossa visita, agora sabe o que ver em Elvas, uma cidade que vale a pena visitar com calma e apreciar a sua hospitalidade e a sua excelente gastronomia.
Já visitou ou conhece Elvas? Fale-nos sobre isso, deixando-nos um comentário.
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